Contaminantes

Emergentes

A expressão “contaminantes emergentes” é uma alusão aos produtos tóxicos que não são removidos ou eliminados pelos processos tradicionais de tratamento de água para consumo humano. Entre eles, estão os hormônios endógenos, hormônios sintéticos, anticoncepcionais, fármacos de diversas composições, cafeína, sucralose, nanomateriais, bactericidas, inseticidas, algicidas, herbicidas, produtos de limpeza e de higiene pessoal, protetores solares, produtos de cloração e ozonização de águas, entre outros.

 

Os Contaminantes Emergentes (CE) são substâncias das quais os seus efeitos tóxicos, cancerígenos ou mutagênicos, além da presença nos diversos compartimentos ambientais, ainda são pouco conhecidos.

De maneira geral essa classe de contaminantes não encontra-se incluída nos programas de monitoramento de rotina dos órgãos de meio ambiente e saúde, e tampouco encontra-se inserida nas normativas ou legislações de controle ambiental.

Esses contaminantes acumulam nos diversos compartimentos ambientais (solo, sedimentos, águas superficiais e águas subterrâneas),  apresentando distribuição de concentrações diversas em função das propriedades intrínsecas dos  próprios contaminantes e das características físicas dos meios impactados.

Ciclo de Transferencia dos Contaminantes Emergentes em Distintos Compartimentos Ambientais (Garcia1, 2017)

Das diversas possíveis rotas de contaminação, a mais importante é o lançamento in natura do esgoto doméstico e industrial nos corpos hídricos superficiais, seguida da baixa eficiência no tratamento dos efluentes domésticos e industriais.

Os principais grupos a que pertencem estes compostos são:
      1) Fármacos (analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos, etc.);

      2) Produtos de cuidado pessoal (fragrâncias, bronzeadores, etc.);
      3) Produtos químicos industriais (bisfenol-A,
alquilfenóis), bem como            seus produtos de degradação e metabólitos.

Fármacos em Água Residuais (Fonte:  Tecnoaqua2, 2018)

A maioria destas substâncias é persistente, ou seja, não sofre degradação rápida quando submetida às condições ambientais e não são retidas ou degradadas sob as condições de tratamentos amplamente utilizadas.

Medidas mitigatórias para solução deste problema não são simples, ou de aplicação direta. A contaminação de um meio por contaminantes emergentes, principalmente os fármacos, se diferencia da contaminação por outras substâncias de origem antropópica (por exemplo, pesticidas), pois neste caso a proibição da sua produção ou consumo não é uma solução viável devido a que os medicamentos são destinados a melhorar a saúde humana, um ponto que até hoje na nossa sociedade, tem prioridade em relação aos cuidados e preservação do meio ambiente. 

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